Falhas, decisões mal tomadas ou até mesmo falta de conscientização dos colaboradores abrem brechas na segurança da dados que resultam em vazamentos, prejuízos financeiros, sanções legais e até mesmo danos irreversíveis a reputação da empresa.
Separamos 9 erros comuns que comprometem a segurança dos dados para você entender os impactos e como evitá-los.
Por que a segurança de dados é algo crítico?
Os riscos à segurança de dados envolvem qualquer ameaça capaz de afetar a confidencialidade, integridade ou disponibilidade das informações. Eles podem surgir de ataques externos, falhas internas, erros humanos, vulnerabilidades tecnológicas ou falta de conformidade com normas e leis.
Quando esses riscos não são tratados de forma adequada, as consequências para as organizações costumam ser severas:
- Prejuízos financeiros, com multas, custos de remediação e interrupção das operações
- Danos à reputação, gerando perda de confiança de clientes e parceiros
- Impactos operacionais, especialmente em casos de ransomware
- Consequências legais, devido ao descumprimento de regulações como a LGPD
Os 9 erros comuns que comprometem a segurança de dados
- Subestimar ataquesde phishing
O phishing continua sendo um dos principais ataques mais eficazes do mundo corporativo porque explora o elo mais frágil da segurança: o fator humano. Muitos incidentes graves começam com um simples clique em um e-mail aparentemente legítimo.
Ao subestimar esse tipo de ataque, as organizações deixam de investir em treinamentos, simulações e filtros adequados. O resultado é a exposição de credenciais, comprometimento de contas corporativas e o acesso inicial necessário para ataques mais sofisticados, como ransonware e movimentação lateral na rede.
Evitar esse erro exige educação contínua dos colaboradores, políticas claras e soluções de segurança capazes de detectar tentativas de engenharia social antes que causem danos.
- Não se preparar adequadamente contraransomware
Esse tipo de ataque evoluiu rapidamente e hoje combina criptografia de dados, extorsão e vazamento de informações sensíveis.
As empresas que não mantêm backups confiáveis, não testam seus planos de recuperação ou não atualizam seus sistemas acabam ficando reféns dos hackers e o impacto vai além do financeiro, como: operações interrompidas, dados expostos e a reputação da empresa afetada.
A prevenção passa por backup seguro, segmentação de rede, detecção avançada de ameaças e planos de resposta a incidentes bem definidos.
- Ignorar ou minimizar ameaças internas
As ameaças internas são particularmente perigosas porque envolvem usuários que já possuem acesso legítimo aos sistemas. Seja por negligência, erro humano ou intenção maliciosa, essas ameaças podem causar vazamentos significativos sem levantar alertas imediatos.
Ignorar esse risco demonstra falhas na governança de acessos e na cultura de segurança. Sem monitoramento adequado, revisões periódicas de permissões e princípios como o menor privilégio, a organização se expõe a riscos silenciosos e difíceis de detectar.
A mitigação exige controle rigoroso de acessos, auditorias frequentes e monitoramento de comportamentos anômalos.
- Manter sistemas e softwares sem atualização
Vulnerabilidades conhecidas e não corrigidas estão entre as principais causas de violações de dados. Muitos ataques exploram falhas já documentadas, para as quais existem correções disponíveis há meses — ou até anos.
Esse erro geralmente está ligado à falta de processos claros de gestão de patches. Ao negligenciar atualizações, a empresa envia um sinal claro de fragilidade, tornando-se um alvo preferencial para ataques automatizados.
Manter sistemas atualizados é uma prática básica de higiene digital e deve ser tratada como prioridade estratégica, não como tarefa secundária.
- Armazenar e compartilhar dados sem governança adequada
O armazenamento inadequado de dados, especialmente em ambientes de nuvem ou dispositivos pessoais, é uma das causas mais comuns de vazamentos. Muitas vezes, o problema não está em um ataque direto, mas em configurações incorretas ou compartilhamentos indevidos.
Sem políticas claras de classificação da informação, controle de acesso e monitoramento, dados sensíveis acabam expostos de forma silenciosa. Uma vez vazados, esses dados dificilmente podem ser recuperados ou controlados.
Evitar esse erro exige governança de dados, controle de permissões e auditorias constantes.
- Utilizar senhas fracas e não adotar autenticação multifator
Apesar de amplamente conhecido, o uso de senhas fracas ainda é um erro recorrente. Senhas reutilizadas, simples ou compartilhadas facilitam ataques de força bruta e comprometimento de contas.
A ausência de autenticação multifator amplia significativamente o risco de acessos não autorizados. Implementar políticas robustas de senha e MFA reduz drasticamente a probabilidade de invasão, mesmo quando credenciais ficam expostas.
- Não proteger aplicações contra injeção de SQL
Esse tipo de ataque permite que invasores acessem, modifiquem ou excluam dados diretamente do banco de dados. Ignorar boas práticas de desenvolvimento seguro, como validação de entradas e consultas parametrizadas, compromete a integridade e a confidencialidade das informações.
- Não se preparar para ataques de negação de serviço (DDoS)
Ataques DDoS não visam necessariamente roubar dados, mas interromper serviços essenciais, causando prejuízos operacionais e financeiros significativos.
As empresas que dependem de sistemas online e não possuem proteção adequada ficam vulneráveis a indisponibilidades prolongadas, perda de clientes e danos à marca. A preparação envolve monitoramento de tráfego, serviços de mitigação e planos de contingência para garantir a continuidade do negócio.
- 9. Configurar incorretamente ambientes em nuvem
A migração para a nuvem trouxe agilidade, mas também novos riscos. Configurações incorretas de permissões, armazenamento público e criptografia ausente são responsáveis por inúmeras violações de dados. Esse erro geralmente ocorre por falta de conhecimento específico em segurança na nuvem ou por processos de implantação acelerados sem revisão adequada.
Segurança na nuvem exige responsabilidade compartilhada, monitoramento contínuo e revisão constante das configurações.
Como evitar esses erros e fortalecer a segurança de dados
Uma estratégia eficaz de proteção exige uma abordagem em camadas, combinando tecnologia, processos e pessoas. Algumas boas práticas essenciais incluem:
- Reforçar controles de acesso e autenticação, com RBAC e MFA
- Realizar auditorias de segurança e gestão contínua de vulnerabilidades
- Investir em treinamento e conscientização dos colaboradores
- Adotar criptografia e políticas sólidas de backup de dados
Conclusão
A maioria das falhas de segurança não acontece por ataques sofisticados, mas sim por erros comuns e evitáveis. Identificar essas falhas, corrigi-las e criar uma cultura de segurança é fundamental para proteger os dados, manter a confiança do mercado e garantir a continuidade dos negócios.
Em um mundo cada vez mais orientado por dados, segurança não é opcional, é estratégica. Se você quer uma visão clara do seu nível real de exposição e um plano prático para melhorar, converse com um dos nossos especialistas através do contato@mindtek.com.br ou pelo WhatsApp +55 21 99146-6537.
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