Profissionais que atuam na área de gestão de TI e desejam implementar o GLPI na versão 10 encontrarão neste guia um roteiro completo e objetivo para a instalação e configuração da ferramenta. O ambiente utilizado como referência é o Debian 12 (Bookworm), embora os comandos apresentados sejam, em sua maioria, compatíveis com o Debian 11 e com versões mais recentes do Ubuntu, requerendo adaptações mínimas.
Antes de começar de a instalação é necessário garantir que o seu servidor esteja com acesso à internet e que você tenha permissão de “root”.

como instalar GLPI 10 | atualizando os repositórios
O primeiro passo é garantir que a lista de pacotes do sistema esteja atualizada:
Configurando o horário do servidor corretamente
Embora possa parecer um detalhe, configurações incorretas de fuso horário estão entre as causas mais comuns de falhas durante o processo de instalação. A partir da versão 9.5, o GLPI passou a oferecer suporte a múltiplos fusos horários, recurso que, no entanto, só opera corretamente quando o servidor está com o horário devidamente sincronizado.
Escolha a região e cidade correta durante o “dpkg-reconfigure tzdata”. Para o Brasil, selecione “América” e depois sua cidade (ex: São_Paulo).
Ferramentas utilitárias
Se você fez uma instalação mínima do sistema operacional (o que é recomendável em servidores), vai precisar de alguns utilitários para baixar e extrair arquivos:
Instalando o servidor web e o PHP
O GLPI é uma aplicação web escrita em PHP. Precisamos instalar o Apache junto com todos os módulos PHP que ele requer:
Esse bloco entre chaves é um recurso do shell que expande automaticamente os nomes dos módulos.
Criando a configuração de acesso ao diretório
A partir da versão 10.0.7, o GLPI passou a usar um sistema de roteamento que exige uma configuração específica no Apache. Execute os comandos abaixo:
Baixando e posicionando os arquivos do GLPI
Com o ambiente web pronto é hora configurar o GLPI no seu ambiente. Vamos criar um diretório dedicado, baixar o pacote e extrair tudo de uma vez:
Separar os diretórios “files” e “config” para fora da raiz pública é uma boa prática de segurança, pois assim eles não ficam acessíveis diretamente pelo navegador.
Ajustando as permissões
Acesso temporário via IP (link simbólico)
Para conseguir acessar o instalador pelo IP do servidor, crie um link simbólico no diretório padrão do Apache:
Com isso, o sistema estará acessível em http://IP_DO_SERVIDOR/glpi. Isso é provisório, mais adiante vamos configurar um nome próprio para o site.
Instalando e configurando o banco de dados
O GLPI usa MySQL ou MariaDB para armazenar todos os seus dados. Neste exemplo, vamos instalar o MariaDB:
Agora, criaremos o banco de dados, o administrador e concederemos as permissões necessárias:
Habilitando o suporte a fusos horários no banco
Executando o instalador web
Agora abra o navegador e acesse http://IP_DO_SERVIDOR/glpi. O assistente de instalação vai guiar você pelos seguintes passos:
- Licença: O GLPI é distribuído sob a GPL v3. Aceite para continuar.
- Tipo de operação: Escolha “Instalar”.
- Verificação de requisitos: O sistema listará o que está ok e o que precisa de atenção. Algumas mensagens são apenas alertas que podem ser resolvidos depois.
- Conexão com o banco de dados: Informe o host (localhost), o usuário (glpi_user) e a senha que você definiu.
- Seleção do banco de dados: Escolha glpi_db na lista.
- Finalização: O instalador vai popular o banco de dados e exibir as credenciais padrão de acesso.
As credenciais iniciais são glpi / glpi. Troque imediatamente após o primeiro acesso.
Configurações pós-instalação
Agendador de tarefas
O GLPI depende de uma tarefa cron para processar ações automáticas em segundo plano:
Removendo o script de instalação
Por segurança, elimine o arquivo de instalação assim que terminar:
Melhorando a performance com Redis
Durante a instalação do PHP, já incluímos o módulo php-redis. Agora vamos instalar o serviço Redis em si e configurar o GLPI para usá-lo como cache:
Com o Redis ativo, o GLPI vai armazenar cache em memória ao invés de no disco, ganhando bastante velocidade especialmente em ambientes com muitos acessos simultâneos.
Publicando o GLPI com um nome de domínio (FQDN)
Acessar o sistema por IP funciona, mas não é o ideal. Vamos configurar um nome para ele, por exemplo glpi.suaempresa.local.
Criando o VirtualHost no Apache
Resolvendo o nome na rede
Se você tem um servidor DNS interno, basta criar um registro do tipo A apontando glpi.suaempresa.local para o IP do servidor. Caso esteja em ambiente de testes sem DNS, você pode resolver isso editando o arquivo hosts da máquina cliente:
- Linux/Mac: /etc/hosts
- Windows: C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts
Adicione uma linha como:
192.168.1.100 glpi.suaempresa.local
Substitua pelo IP real do seu servidor.
Removendo a rota temporária
Agora que o site está publicado corretamente com nome próprio, podemos limpar a configuração temporária que fizemos:
A partir de agora, o GLPI está disponível apenas pelo endereço http://glpi.suaempresa.local.
Conclusão
Lembre-se que este guia foca em uma instalação para estudo ou ambiente interno. Para colocar o sistema em produção exposto à internet, é fundamental ir além: configurar HTTPS com certificado válido, revisar permissões, considerar um firewall e manter o sistema atualizado. Segurança em servidor web é assunto que merece atenção separada.
Se tiver dúvidas em algum passo, o repositório oficial do GLPI no GitHub ou converse com um dos nossos especialistas através do contato@mindtek.com.br
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